Um fator que contribui para os altos números de morte de mães e recém-nascidos no RN é a falta de estrutura para os cuidados com a gravidez e a realização do parto. A escassez de maternidades faz com que mulheres que deveriam ser atendidas em outras cidades sejam encaminhadas para Natal, através de pactos que implicam no repasse de verba referente aos cuidados médicos. Em uma pesquisa realizada no Sistema de Programação Pactuada e Integrada da Sesap/RN - Sisppi, foi constatado que a capital pactuou com cidades do interior a realização 2.599 procedimentos de obstetrícia clínica, quando não consegue atender nem à demanda interna. Com base nos dados, a promotora de Saúde Kalina Correia Filgueira recomendou à Secretaria de Saúde de Natal que não permita a realização de partos encaminhados por outros municípios, antes que seja resolvida a atual situação das maternidades da cidade, visando atender os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A secretária Perpétuo Socorro Nogueira, responsável pela pasta, tem 30 dias para informar ao MP as medidas adotadas para o cumprimento da recomendação.
Fonte: Tribuna do Norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário